Fórmula 1: quem briga por vitórias e quem vai sofrer em 2026 

Tempo de Leitura: 3 minutos

A categoria mais importante do automobilismo mundial finalmente está de volta. Depois das apresentações oficiais, as equipes terminaram os testes de pré-temporada da Fórmula 1 na última semana. Foram dias de surpresas, novidades e muita informação sobre o novo regulamento da categoria.  

Neste ano, os carros estão diferentes e possuem atributos que prometem aumentar a briga nas pistas. Os pilotos precisarão de eficiência na estratégia e habilidade para levar os bólidos até o final de cada prova, mas sem perder o alto nível de desempenho.

Como foram os treinos de pré-temporada da Fórmula 1?

A primeira sessão de treinos aconteceu em Barcelona e a segunda, no Bahrein, e mostraram resultados interessantes do ponto de vista da durabilidade. Equipes como Mercedes, Mclaren, Ferrari e Red Bull deram um grande número de voltas nos 11 dias de testes.  

As Flechas de Prata são apontadas como carros a serem batidos em 2026, pois mostraram um desempenho consistente na pista mesmo escondendo o jogo. Apesar de terem trocado a unidade de potência por duas vezes, se mantiveram sempre no topo nas simulações de classificação e corrida. O motor Mercedes conta com uma polêmica taxa de compressão variável, o que causou uma mudança no novo regulamento, com todas as fornecedoras tendo que se adequar até junho deste ano. 

Os italianos da Ferrari, neste ano, tiveram mais notícias boas a compartilhar: no circuito de Sahkir, no Bahrein, Charles Leclerc fez o tempo mais rápido, seus carros mostraram uma confiabilidade alta, principalmente sobre o motor, e a equipe ainda estreou novidades explorando as novas regras técnicas. Por exemplo: aerofólio traseiro com abertura em 180º, turbina menor potencializando largadas, e apêndices próximos ao escapamento que prometem mais eficiência aerodinâmica para equipe de Maranello. 

Fórmula 1 2026: balanço pós treinos de pré-temporada
Foto: Hamad I Mohammed/Reuters

Mclaren e Red Bull também mostraram um bom desempenho e parecem muito próximas das duas primeiras. O time austríaco desenvolveu o próprio motor em parceria com a Ford e surpreendeu pela sua confiabilidade e competitividade, já que é a primeira vez que esses dois times trabalham juntos. A equipe inglesa, recém-vencedora dos construtores e pilotos, com Lando Norris, aposta no projeto vencedor e na consistência ao emplacar um forte ritmo de corrida, ainda que simulado.  

No meio do grid, a luta pode ser mais acirrada. Williams, Audi e Alpune andaram próximas de Racing Bulls e Haas. A estreante Audi teve um começo mais discreto nos primeiros dias, mas depois evoluiu e mostrou um bom ritmo durante a parte final dos testes. 

A grande incógnita é a Aston Martin. Com motor Honda e desenvolvimento encabeçado por ninguém menos que Adrian Newey, os ingleses pouco andaram na soma dos testes e o desempenho do AMR-26, inclusive, teve que abandonar o últiimo dia de testes por falta de peças de reposição, pois todas quebraram. O modelo ficou atrás da Cadillac, um projeto de longo prazo, sem perspectiva de atualização e 100% novo na categoria. Mas, como na Fórmula 1 nem tudo o que parece é, a equipe ainda pode evoluir desse patamar nada promissor. 

Afinal, nem todos os times mostram sua força máxima durante os primeiros giros antes do início oficial da temporada, ainda mais com um regulamento totalmente novo e carros em pleno desenvolvimento. Dos pneus a ajustes aerodinâmicos alternativos, os times usam esse tempo para testar todas as possibilidades. 

Regulamento novo e carros menores na temporada 2026

Nesta temporada, os carros da categoria máxima do automobilismo mundial sofreram uma mudança significativa no tamanho, peso, pneus, motores, aerodinâmica e até o combustível. Veja a lista: 

  • Comprimento reduzido de 3600 mm para 3400 mm; 
  • Largura diminuída de 2000 mm para 1900 mm; 
  • Peso mínimo fixado em 768kg; 
  • Pneus 25 mm mais estreitos na frente e 30 mm na traseira, mas ainda aro 18;
  • Potência dividida igualmente entre motor elétrico e combustão; 
  • Fim do MGU-H que recuperava energia dos gases do motor; 
  • Combustível 100% sintético e neutro em emissão de carbono; 
  • Asas móveis dianteiras e traseiras, com foco em alta sustentação em curva e baixo arrasto para retas;
  • Estreia do botão de ultrapassagem no lugar do DRS, que concede potência extra para ultrapassagens a menos de 1s de diferença; 
  • Fim do efeito solo para aumentar ultrapassagens, mitigar o porpoising e turbulência para carros que vêm atras. 

Ou seja: teremos carros mais leves, menores e, em tese, mais rápidos. A temporada abre oficialmente as disputas em 08 de março, em Melbourne, na Austrália.

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